sábado, setembro 02, 2006

A imprensa e os defuntos

Não sei se a imprensa acha que os leitores são retardados ou se os próprios jornalistas que escrevem/criam essas besteiras o são. Há quem acredite em vida após a morte, mas isso não significa que as frases precisem ser tão literais assim. Veja uns exemplos que andei encontrando por aí:



** Se estivesse vivo, Fulano teria hoje 65 anos.



Óbvio! Depois de morto é que ele não faria aniversário, né? Não seria muito mais prático dizer apenas que Fulano, que todo mundo sabe que já morreu, teria hoje 65 anos e pronto?




** Antes de morrer, Sicrana concedeu longa entrevista ao jornal X (...)



Mas é lógico que foi antes de morrer! A não ser que as redações agora tenham repórteres com poderes mediúnicos, acho difícil alguém conceder entrevista diretamente do além.



** Título de livro: 1001 lugares para conhecer antes de morrer.



Claro, porque depois fica difícil.




Dá pra agüentar?!