Dos Sonhos". O ator Lázaro Ramos incentivava, sorridente, que neste Natal as pessoas doassem livros e brinquedos aos necessitados. Hein?
Já achava um tanto absurda aquela história de "Natal Sem Fome". Comida, só no Natal? E no resto do ano? Nada?
Neste ano, o objetivo da campanha é recolher livros em postos de coleta para doar a recém-criados "Espaços de Leitura" instalados em "comunidades carentes", sob os slogans "Alimente sonhos" e "A cultura como inclusão social".

A Ação da Cidadania dá mais um passo histórico, com a mudança de paradigma da Campanha, a luta agora se renova pela Educação e Cultura para a geração de renda. A Campanha em 2006, rebatizada de Campanha Natal Sem Fome dos Sonhos, recolherá brinquedos e livros infanto-juvenis.
Agora fico imaginando aqueles caminhões chegando numa localidade miserável num desses "interiores" Brasil afora. E o pessoal, esperando a cesta básica que garantiria a barriga cheia pelo menos no Natal, vê sua ceia chegar em forma de um Dom Casmurro e um pogobol murcho.
Vamos falar francamente: alguém que está com fome, passando necessidade, lá quer saber de livro? Mesmo por que, ainda há muitas pessoas analfabetas. E as crianças? Para quê ganhar bola se está fraco para jogar? Se pelo menos a cesta viesse junto!
Pois é. Neste Natal, os pobres do país vão ter que comer livros. E, definitivamente, esse nome. "Natal Sem Fome dos Sonhos" não se aplica.
De quem terá sido esta idéia fantástica?